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Barcelona anuncia que não haverá mais alojamentos para turistas na cidade até 2029


Novas iniciativas pretendem aumentar o estoque de moradias e conter o aumento do preço do aluguel e da compra; objetivo é diminuir o turismo em massa

EFE/ Enric FontcubertaO presidente da Câmara de Barcelona, ​​​​Jaume Collboni, durante a conferência de imprensa em que anunciou que a Câmara Municipal não concederá mais licenças de utilização turística para habitações residenciais e não renovará as existentes em novembro de 2028, em aplicação da lei catalã, em de forma que em cinco anos os 10.101 apartamentos turísticos da cidade voltassem a ser residenciais.
Jaume Collboni durante coletiva de imprensa

O prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, anunciou nesta sexta-feira (21) que a prefeitura não concederá mais licenças de uso turístico para residências e não renovará as existentes em novembro de 2028, de modo que, em cinco anos, os 10.101 apartamentos para este fim perderão esse status. O socialista Collboni também anunciou que proporá a modificação da política de reservar 30% dos novos empreendimentos e grandes reformas de prédios residenciais para apartamentos sociais, em vigor desde 2018, já que o investimento privado na construção de moradias e grandes reformas caiu 90% desde que foi implementado. As duas novas iniciativas buscam aumentar o estoque de moradias na cidade e conter o aumento do preço do aluguel e da compra, quando Barcelona e outras cidades espanholas estão enfrentando manifestações para conter o turismo de massa. Collboni destacou que em Barcelona, nos últimos dez anos, o preço do aluguel de moradias aumentou 68% e o preço de venda 38%, e é necessário aumentar a oferta “para que os preços não subam tanto ou comecem a cair e as pessoas não tenham que deixar a cidade”, além de continuar a aplicar a regulamentação dos preços de aluguel. Muitas das casas que os proprietários privados costumavam alugar para os moradores das grandes cidades, como Madri e Barcelona, agora estão sendo oferecidas no mercado de moradias para turistas, pois oferecem um retorno melhor.

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Isso levou a reclamações dos moradores sobre as consequências negativas da superlotação de alguns bairros. E isso encareceu tanto as moradias alugadas quanto as próprias, tornando-as mais difíceis de serem compradas por pessoas de baixa e média renda.

Collboni garantiu que o governo municipal quer “ir até o fim” com a nova regulamentação catalã da atividade de moradia turística, que estabelece que as licenças expiram após cinco anos, permitindo que as licenças atuais não sejam renovadas em novembro de 2028 sem nenhuma compensação.

“Em Barcelona, a atividade de apartamentos turísticos cessará completamente e, nessa data, esses 10.000 apartamentos serão colocados no mercado de aluguel ou venda para serem habitados regularmente pelos moradores de Barcelona”, finalizou.

*Com informações da EFE

Publicado por Tamyres Sbrile





Fonte: Jovem Pan

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