Brasil vai investir R$ 1,8 milésimos em medicamentos hemofílicos | Agência Brasil

Com a quarta maior população de pacientes de hemofilia do mundo, cerca de 13 pessoas, de acordo com a Federação Mundial de Hemofilia, nesta terça-feira (4), Dia do Hemofílico no Brasil, o Ministério da Saúde anunciou que este ano deve investir R$ 1,8 milésimos para a aquisição de medicamentos para tratamento desta e de outras doenças hemorrágicas hereditárias.imagem04-01-2022-14-01-43

” Continuaremos firmes na busca do aprimoramento dos cuidados e da atenção aos pacientes com hemofilia e outras doenças hemorrágicas hereditárias. O Brasil, inclusive, tem motivos para se orgulha, já que conta com um Programa Nacional consolidado que tem sido considerado como modelo para outros países, ” explicou a Diretora do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas do Ministério da Saúde, Maíra Botelho.

Genética e ainda sem cura, a hemofilia é uma doença caracterizada pela falta de capacidade de coagular o sangue, necessária para interromper as hemorragias e sangramentos. No Brasil, o tratamento de hemofilias é feito quase que exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A doença

Existem dois tipos de hemofilia: hemofilia do tipo A e a do tipo B. A hemofilia A ocorre quando a pessoa tem deficiência de fator VIII e hemofilia B quando o fator ausente IX da coagulação, que normalmente estão presentes no sangue das pessoas e ajuda na coagulação sanguíneos. A partir de 2020, havia 10.985 pacientes com hemofilia A, os mais comuns, e 2.165 com hemofilia B, os mais raros, matriculados no Sistema Coagulopático da Web Hemovida.

A falta desses fatores ocorre devido a uma mutação nos genes responsáveis por suas produções, que estão no DNA de cada pessoa, no núcleo das células. Na maioria das vezes, há outros homens em família com história ou diagnóstico de hemofilia. Entretanto, em cerca de 30% dos casos, não há histórico familiar e isso pode atrasar o diagnóstico, já que muitos profissionais de saúde descartam a hipótese da doença se não houver casos anteriores na família.

A hemofilia pode ser severa, amena ou leve. Nos casos graves e amenos, os sinais e sintomas aparecem nos primeiros anos de vida da criança e os sangramentos mais comuns são hemorragias para dentro do ” articulações “(hemartroses), aparência de” manchas roxas ” no corpo e nos machucados. Assim, mediante estes sinais, o médico deve pensar no diagnóstico de hemofilia e encaminhá o paciente para os centros de tratamento de hemofilia que, no Brasil, estão localizados nos bancos de sangue ou em outros hospitais públicos.

O tratamento ocorre via reposição do fator de coagulação deficiente através do fator VIII concentrados (para hemofilia A) ou IX (para hemofilia B) por injeção venosa. Estes concentrados são adquiridos pelo Ministério da Saúde e distribuídos aos centros de tratamento de hemofilia de cada unidade da federação.

Medicamento

De acordo com o Ministério, uma das grandes conquistas para pacientes hemofílicos foi a incorporação da medicina do emicizumab para o tratamento de indivíduos com hemofilia A e inibidores do Fator VIII tratamento refratário da imunotolerância. A incorporação ocorreu após recomendação publicada em um relatório da Comissão Nacional sobre a Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) sobre essa tecnologia.

A portaria que aprova o uso do medicamento foi publicada na edição do Diário Oficial da União em 26 de agosto de 2021. “A incorporação do emicizumab, que vem sendo distribuído pelo Ministério da Saúde desde outubro do ano passado aos serviços assistenciais, amplia as opções de tratamento para as pessoas que vivem com hemofilia, proporcionando qualidade de vida e a possibilidade de viverem novas experiências”, ressaltou o Ministério da Saúde em nota.

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