Dólar encosta em R$ 5,70, impulsionado por exterior | Agência Brasil

Em mais um dia de turbulência no mercado financeiro, o dólar voltou a recompor em R$ 5,70, impulsionado pela cotação internacional. A bolsa de valores caiu pelo segundo dia consecutivo.imagem04-01-2022-22-01-23imagem04-01-2022-22-01-23

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (4) vendido a R$ 5,69, com alta de R$ 0,027 (+ 0,48%). A cotação chegou a R$ 5,64 na baixa do dia, em torno de 12h30, mas inverteu a tendência e voltou a subir no período da tarde. O Banco Central não interveio na bolsa estrangeira.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela tensão. O índice Ibovespa, do B3, fechou o dia em 103.514 pontos com recuo de 0,39%. O indicador surgiu pela manhã, mas perdeu força ao longo da sessão.

A bolsa não tinha o indicador norte-americano como referência. Dos três principais índices de Nova York, apenas o Dow Jones terminou com recorde de alta, batendo recorde sob a influência de ações do banco. Os outros dois índices, o Nasdaq (das empresas de tecnologia) e o S & P 500 (das 500 principais empresas) fecharam em baixa.

A expectativa de que o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) iniciará as taxas de alta da maior economia do planeta em março voltou a elevar a cotação do dólar no mercado global. Taxas mais altas nas economias avançadas estimulam o vazamento de recursos de países emergentes, como o Brasil.

A evolução da variante de Ômicron do novo coronavírus também influenciou as negociações. Os recentes estudos que mostram que a nova variante é menos letal do que os anteriores levantaram as apostas de que o Fed não vai adiar a alta dos juros, porque o recorde de competições terá impacto limitado sobre a economia dos EUA.

*Com informações da Reuters

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