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Otan diz que Ucrânia está em ‘caminho irreversível’ para a adesão e começa a enviar aviões F-16


Zelensky espera receber um convite formal para ingressar na aliança militar, mas terá que aguardar diante da oposição de vários países, incluindo os EUA

EFE/MICHAEL REYNOLDSotan reuniao
Pedro Sanchez, primeiro-ministo da Espanha

Os países da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), reunidos em uma cúpula em Washington, nos Estados Unidos, concordaram nesta quarta-feira (10) que a Ucrânia está em um “caminho irreversível” para a adesão à Aliança Atlântica, informaram fontes diplomáticas. “Seguiremos apoiando (a Ucrânia) em seu caminho irreversível rumo à plena integração euro-atlântica, incluindo a adesão à Otan”, afirmaram os 32 países em uma declaração final que ainda não foi formalmente adotada pelos líderes do tratado, disseram as fontes. A Ucrânia quer receber um convite formal para ingressar na Otan, mas terá que esperar diante da oposição de vários países, incluindo os Estados Unidos. O secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, afirmou que se houver um novo cessar-fogo na Ucrânia, o país deverá aderir à Aliança Atlântica para evitar novas agressões da Rússia. “Se houver agora um novo cessar-fogo, um novo acordo, temos de ter 100% de certeza de que (a Rússia) para aí, independentemente de onde esteja essa linha”, disse ele durante o Fórum Público realizado paralelamente à cúpula da Otan.

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“Por isso que acredito firmemente que, quando os combates cessarem, temos de garantir que a Ucrânia tem capacidades para dissuadir futuras agressões russas e garantias de segurança”, acrescentou o político norueguês. Stoltenberg observou que quando a guerra parar na Ucrânia, “temos de ter a certeza de que é realmente o fim, porque temos visto um padrão de agressão” por parte de Moscou contra seu vizinho desde a anexação da Crimeia em 2014. Stoltenberg estava convencido de que quanto mais apoio a longo prazo os aliados derem à Ucrânia, mais cedo terminará a guerra. Nesta quarta, os países-membros da Otan anunciaram que começaram a enviar caças F-16 para a Ucrânia, durante uma cúpula histórica em Washington. Os aviões, oriundos da Dinamarca e da Holanda, “estarão voando nos céus ucranianos neste verão para garantir que a Ucrânia possa continuar a se defender efetivamente contra a agressão russa”, disse o chefe da diplomacia dos EUA, Antony Blinken. A Casa Branca disse que a Bélgica e a Noruega prometeram fornecer equipamentos adicionais.

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Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky concedeu uma medalha de ouro de honra ao Líder da Prefeitura no Senado Chuck Schumer antes de sua reunião no Capitólio, em Washington │ DC. EFE/WILL OLIVER

Depois de comemorar o 75º aniversário da aliança militar ocidental com grande alarde na terça-feira (9), os países membro reunirão no Conselho do Atlântico Norte para discutir as modalidades de apoio adicional à Ucrânia, alvo de bombardeios russos cada vez mais intensos. O presidente dos EUA, Joe Biden, confirmou que os aliados fornecerão à Ucrânia um total de cinco sistemas de defesa aérea, incluindo quatro baterias Patriot, mísseis terra-ar que são particularmente eficazes na interceptação de mísseis balísticos russos. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que está em Washington, solicita esses sistemas há meses. “É hora de sair das sombras, tomar decisões firmes, trabalhar, agir e não esperar por novembro ou qualquer outro mês”, disse o líder ucraniano em um discurso para o Instituto Ronald Reagan, em Washington.

“A Rússia não vencerá”, prometeu com veemência o presidente dos EUA, de 81 anos, em um discurso há muito aguardado na cerimônia de abertura da cúpula na terça-feira, buscando dissipar as dúvidas dos democratas sobre sua capacidade de ser reeleito nas eleições de novembro. A Rússia intensificou seus ataques com mísseis contra a Ucrânia, matando 43 pessoas e devastando o maior hospital infantil do país em Kiev nesta semana. Além disso, os mísseis russos destruíram metade da capacidade energética ucraniana.

*Com informações da AFP e EFE





Fonte: Jovem Pan

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