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Pará confirma caso de vaca louca no interior do estado | Agência Brasil

O Estado da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) confirmou hoje (22) um caso de doença da vaca louca no interior do estado. O órgão não especificou o município, informando apenas que o caso ocorreu em uma pequena localidade no sudeste paraense, em um imóvel com 160 cabeças de gado.imagem23-02-2023-00-02-25imagem23-02-2023-00-02-27

De acordo com a agência, o imóvel já foi insultado, inspecionado e interditado preventivamente. Amostras foram enviadas a um laboratório no Canadá para verificar se a ocorrência é um caso clássico, no qual há transmissão de um animal para outro, ou atípico, no qual a doença se desenvolve espontaneamente na natureza, geralmente em animais idosos.

Em um comunicado, Adepará destacou que trabalha com a hipótese atípica de caso, sem risco de disseminação para o rebanho e o ser humano. O órgão disse que está em contato permanente com o Ministério da Agricultura e Pecuária e que aborda o tema com transparência e prestação de contas.

Na segunda-feira (20), o Ministério da Agricultura informou que estava investigando um caso suspeito de vaca louca no Brasil. Na ocasião, a pasta não informou o site.

A morte em pastagem aumenta as chances de que o suposto caso de vaca louca tenha se originado de forma “atípica”, espontaneamente na natureza, em vez de ser transmitido por ingestão de ração animal contaminada. Isso, em tese, reduz as chances de imposições de barreiras comerciais.

Sem casos comunicáveis

Os últimos casos de vaca louca registrados no Brasil ocorreram em 2021, em Minas Gerais e no Mato Grosso. Na ocasião, os casos também foram atípicos, mas a China, maior comprador de carnes do Brasil, suspendeu a compra de carne bovina brasileira por três meses, de setembro a dezembro daquele ano.

Até hoje, o Brasil não registrou casos clássicos de vaca louca, deflagrada pela ingestão de carnes e pedaços de ossos contaminados. Causada por uma pristina, molécula de proteína sem código genético, o mal da vaca louca é uma doença degenerativa também chamada encefalite espongiforme bovina. As proteínas modificadas consomem o cérebro do animal, tornando-o comparável a uma esponja.

Além de bois e vacas, a doença beckons búfalos, ovelhas e cabras. A ingestão de carne e subprodutos dos animais contaminados com a causa pristina causa, em humanos, encefalopatia espongiforme transmissível. No final da década de 1990, houve um surto de casos de doença da vaca louca em humanos na Grã-Bretanha, o que motivou a suspensão do consumo de carne bovina no país por vários meses. Na ocasião, a doença foi transmitida aos seres humanos por meio de bois alimentados com ração animal contaminada.

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