Show virtual apresenta expedição de naturalistas alemães no Brasil | Agência Brasil

A aventura dos naturalistas alemães Carl Friedrich Philipp von Martius (1794-1868) e Johann Baptist Ritter von Spix (1871-1826) é o tema da exposição virtual Spix e Martius, uma viagem pelo Brasil, 1817-1820, que se tornará disponível para o público do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) até o próximo mês de junho. A mostra pode ser acessada pela internet.imagem09-01-2022-12-01-26imagem09-01-2022-12-01-26

O show faz parte das comemorações dos anos 20 anos de criação da Escola de Botânica Tropical do Jardim Botânico do Rio de Janeiro (ENBT/JBRJ).

O público interessado poderá acompanhar a expedição científica feita pelos dois naturalistas que viajaram mais de 10 quilômetros por terra e rios, do Rio de Janeiro até a selva amazônica.

Nesse percurso, eles recolheram milhares de exemplares de plantas, animais e artefatos e registraram em textos feitos à mão e ilustrações as paisagens, a flora, a fauna e os povos encontrados.

Exposição virtual apresenta expedição científica no século 19- Jardim Botânico do Rio de Janeiro

Oito ambientes

De acordo com a JBRJ, através de sua assessoria de imprensa, a exposição é distribuída por oito salas, nas quais é contada a história da expedição e contextualizada, e na qual se apresenta o trabalho científico de Spix e Martius. O conteúdo foi produzido por uma equipe de pesquisadores de cinco instituições, sob a curadoria do professor e ilustrador botânico Paulo Ormindo, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e da ENBT/JBRJ.

A exposição traz vídeos, em formato de breves documentários, e imagens de ilustrações raras de mais de 100 espécies de plantas e animais, de mais de 30 paisagens de biombos brasileiros e de quatro tribos indígenas. São apresentados de forma detalhada 59 espécies de plantas ilustradas e as fotografias de mais de 50 exsicados, ou amostras de plantas secas, coletadas por Martius no Brasil, além das ilustrações de 48 espécies de animais.

Destaques ainda para as espécies descobertas pelos naturalistas, além de espécies emblemáticas dos biomas viajados por eles e algumas hoje ameaçadas de extinção. Todos são apresentados com seus nomes populares, nomes científicos da época e nomes científicos atualizados, de acordo com Flora do Brasil e o Catálogo Tributário da Fauna do Brasil. As informações atuais também são fornecidas sobre sua distribuição geográfica e a avaliação do risco de extinção, de acordo com o Livro Vermelho da Flora do Brasil e a lista global de espécies avaliadas da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN).

Acesso

A visita à exposição pode ser realizada pelo computador e celular, de modo a permitir o acesso inclusive para quem não tem banda larga. A localização é em português, com legendas em inglês e espanhol. Todo o conteúdo está disponível para ser baixado em PDF.

De acordo com a JBRJ, a oportunidade de acesso de diferentes maneiras foi um dos grandes desafios enfrentados pelos realizadores. Para facilitar a navegação, uma barra lateral em todos os quartos permite trocar a linguagem, fazer download de PDFs, acessar bibliografia e links de interesse, entre outras possibilidades.

O curador Paulo Ormindo destacou, em especial, as possibilidades de utilização dos conteúdos, com o objetivo de aproximar públicos diversos, estudantes, professores e pesquisadores de diferentes lugares do país e do exterior. “Diferentes tipos de fontes, como imagens, textos, mapas do século 19, bem como links de entrevistas e instituições, permitirão usos diferenciados dos nichos expositivos”.

A mostra é uma realização da Associação dos Amigos do Jardim Botânico (AAJB), com direção de arte e design da artista Mary Paz e patronagem da Bahia Holding.

Uma exposição física de mesmo nome aconteceu no Museu do Ambiente do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 2017, celebrando os 200 anos da chegada de Martius e Spix ao Brasil.

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