Síndrome de Burnout é reconhecida como fenômeno ocupacional pela OMS | Agência Brasil

A síndrome de Burnout chegou a ser reconhecida como um fenômeno relacionado ao trabalho pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A assunção dessa condição passou a valer neste mês de janeiro, com a vigência da nova Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas de Saúde Relacionados (CID-11).imagem16-01-2022-12-01-16

A síndrome é definida pela OMS como “resultante de um estresse crônico associado ao local de trabalho que não foi gerenciado adequadamente”. Conforme a caracterização da entidade, há três dimensões que compõem a condição.

A primeira delas é a sensação de exaustão ou falta de energia. O segundo são sentimentos de negativismo, cinismo ou distância em relação ao trabalho. O terceiro é o sentimento de ineficácia e falta de realização.

A OMS esclarece que a síndrome de Burnout se refere especificamente a um fenômeno diretamente ligado às relações de trabalho e não pode ser aplicada em outras áreas ou contextos de vida de indivíduos.

De acordo com o advogado trabalhista Vinícius Cascone, no Brasil, o Ministério da Saúde reconhece desde 1999 a síndrome como condição relacionada ao trabalho.

Deve um funcionário reconhecer os sintomas, deve procurar um médico para uma análise profissional. O médico avalia se o funcionário deve ou não ser afastado de suas funções. A empresa deve custear o pagamento se o afastamento for de até 15 dias.

Após este período, o empregado será submetido a uma perícia do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para que o órgão analise e, confirmando o diagnóstico, arque com a despesa do afastamento por mais tempo. Também deve abrir uma comunicação de acidente de trabalho.

Cascone explica que se o empregador não der o encaminhamento em caso de remoção, o trabalhador pode pegar diretamente o INSS ou entrar com ação judicial caso ocorra uma negativa do órgão.

Para a Agência Brasil, o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) informou que o início efetivo da nova lista de doenças demandará uma atualização de normativas internas, que ocorrerá “aos poucos”.

Conforme o órgão, o direito a benefícios associados ao afastamento temporário é garantindo a quem fundamentar falha na realização de out the work.

Ambiente de trabalho

Lawyer Livia Vilela teve a síndrome diagnosticada em 2019. Ela trabalhava em uma empresa pública desde 2011. De acordo com Lívia, um processo de sucção da empresa ocorreu e o ambiente de trabalho não foi bom.

Lívia conta que depois de assumir o cargo encontrou um espaço não estruturado, com alta carga de trabalho e grande responsabilidade, sem nenhum suporte dentro da direção da empresa. Essa situação gerou muito desgaste e desgaste. Além disso, houve uma disparidade salarial expressiva entre os trabalhadores da área que ela integrou.

” O burnout veio em 2018. Percebi que não estava bem. Comecei a ter problemas para dirigir, já que ela se associava ao ambiente de trabalho. Fiquei desmotivada e não queria estar lá. Comecei a ter crises severas de depressão e ansiedade, insônia, ” relatórios.

O advogado foi levado para o médico e foi afasado do cargo. Em seguida, passou a agir de maneira remota, que se seguiu em razão da pandemia. Com a privatização da empresa pública, ela decidiu largar a carreira. 

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