Estudo identifica enzimas que sobem em casos de traumatismo craniano | Agência Brasil

Um estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e publicado na revista Neurológicas Sciences, da Sociedade Italiana de Neurologia, identificou a elevação de algumas enzimas em situações em que ocorre traumatismo craniano. Desta forma, se confirmado o estudo, será possível identificar o grau de intensidade desse tipo de trauma nos pacientes e, dependendo do nível indicado, identificar as situações em que é necessária a realização do exame tomográfico.imagem16-01-2022-06-01-14

De acordo com o neurocirurgião Rodrigo Faleiro, um dos pesquisadores que participou do estudo, sendo a enzima em níveis normais, a tendência é que o trauma seja “de baixa intensidade”, não sendo então necessário fazer a varredura.

“Apenas com um exame de sangue, você pode determinar se o trauma foi ou não importante”, explica o neurocirurgião, referindo-se à pesquisa que foi conduzida pelo grupo de estudo de encefálica traumática lesões de Minas Gerais, que reúne pesquisadores da Faculdade de Medicina e do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG; da Santa Casa de Belo Horizonte; e do Hospital João XXIII. De acordo com a UFMG, a investigação é inédita em humanos. Até então tinha sido feito apenas em animais.

Faleiro, que é médico do Hospital João XXIII, explica que este exame pode ser usado em situações em que os atletas apresentaram concussão durante a atividade esportiva, como uma partida de futebol. ” [Nessa situação,] podemos dosar a enzima. Se for aumentada, levaria à necessidade de afastamento. E se for normal, o jogador poderia continuar na competição, ” disse enquanto cita um exemplo prático de aplicação do objeto de estudo.

O médico, no entanto, pondera que esta é apenas uma das perspectivas que o estudo abre. “Ainda está um pouco longe de incorporar a rotina hospitalar, mas, se em algum momento, o exame de sangue mostra um custo-benefício interessante, isso pode ser usado na triagem do paciente”, complementa o neurologista que complementa os percursos que a pesquisa abre para novas abordagens de traumatismos cranioencefálicos.

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